Fernando Pessoa

Mer Portugaise
Qui veut dépasser le Cap du Boujador
Doit passer au-delà de la douleur !
Dieu a donné à la mer l'abîme et le péril
Mais c'est sur elle qu'Il a reflété le ciel.
(Fernando Pessoa)

Fernando António Nogueira Pessoa est un écrivain et un poète portugais, né le 13 Juin 1888 à Lisbonne, ville où il meurt le 30 novembre 1935. Son nom de famille était orthographié Pessôa sur son acte de naissance (accent circonflexe supprimé par lui-même après une réforme ultérieure de l'orthographe portugaise).
Prolifique et protéiforme, Pessoa est un auteur majeur de la littérature de langue portugaise et de la littérature mondiale (il est traduit dans un grand nombre de langues). Il crée une œuvre multiple et complexe sous différents hétéronymes en sus de son propre nom : Alberto Caeiro, Ricardo Reis, Alvaro de Campos, etc. Bernardo Soares, auteur du Livre de l'intranquillité est considéré par lui comme son semi-hétéronyme, plus proche de l'auteur orthonyme.
De son vivant il a régulièrement publié dans des revues littéraires portugaises et en a créé une, avec un autre poète, Mário de Sá Carneiro, la célèbre Orpheu; il a publié aussi deux textes en anglais et, exception notable, un seul livre important : le recueil de poèmes "Message". A sa mort, on découvrit 27543 textes enfouis dans une malle que l'on a exhumés peu à peu. Le "Livre de l'Intranquilllité" n'a été publié qu'en 1982 et son "Faust" en 1988. Tous ses manuscrits se trouvent désormais à la Bibliothèque Nationale de Lisbonne. Pessoa a la particularité d'être également anglophone pour avoir passé une bonne partie de son enfance à Durban (Natal, Afrique du Sud) où son beau-père avait été nommé consul du Portugal. Il y avait fait de brillantes études à la High School de Durban et avait réussi l'Intermediate Examination in Arts (l'examen d'entrée) à l'université du Cap de Bonne- Espérance en 1904, juste avant de rentrer chez lui à Lisbonne, ville qu'il ne quittera plus jusqu'à sa mort. Le portugais deviendra, cependant, la langue de sa grande créativité. Il affirmera avec force "ma patrie est la langue portugaise".
En 1985, pour le cinquantenaire de sa mort, ses restes sont transférés au jour anniversaire de sa naissance au monastère des Hiéronymites (Mosteiro dos Jerónimos) à Lisbonne. Depuis cet hommage national officiel, il repose à quelques mètres des cénotaphes de Luis de Camões et de Vasco de Gama, et en 1986 il fut représenté sur les billets de banque portugais de 100 escudos.

Portuguese Sea
Oh salt-laden sea, how much of your salt
Is tears of Portugal!
To cross you, how many mothers wept,
how many sons in vain prayed!
How many brides-to-be brides remained,
So you were ours, oh sea!
Was it worth?
Everything is worth,
If the soul is not small.
Whoever wants to go beyond (cape) Bojador,
Has to go beyond pain.
To the sea gave God peryl and the abyss,
But in it He also mirrored heaven.
(Fernando Pessoa)
Fernando António Nogueira de Seabra Pessoa (b. June 13,1888 in Lisbon, Portugal — d.november 30,1935 in the same city) was a poet and writer. Critic Harold Bloom referred to him in the book The Western Canon as the most representative poet of the twentieth century, along with Pablo Neruda.
When Pessoa was five years old, his father died of tuberculosis. A year later, his brother also died and his widowed mother was remarried to the Portuguese consul in Durban, South Africa; the family moved to the city in 1896. The young Pessoa received his early education in Durban and Cape Town, becoming fluent in theEnglish language and developing an appreciation for English poets such as William Shakespeare and John Milton.
He then went back to Lisbon, at the age of seventeen, attending a "Curso Superior de Letras" in a Portuguese university. A Student Strke soon put an end to his studies, however, and Pessoa chose to study privately at home for a year. His term of study ended and Pessoa found a job working as an assistant for a businessman, where he was charged with writing correspondence and translating documents. In 1914, he and other artists and poets such as Almada Negreiros and Mario Sà Carneiro, created the literary magazine Orpheu that would introduce modern literature in Portugal.
His interest in the mystical led Pessoa to correspond with the occultist Aleister Crowley, later helping him to plan an elaborate fake suicide when the latter visited Portugal in 1930. He translated Crowley's poem Hymn To Pan into Portugese.
Pessoa died of cirrhosis,in 1935, almost unknown to the public and with only one book published: "Mensagem" (Message). In 1985, his remains were moved to the Jéronimos Monastery, in Lisbon, the same place where there are the tombs of Vasco de gama, Luis de Camões, and Alexanfdre Herculano.
Pessoa's image was on the 100 escudos banknote.

Mar Português
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena?
Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
(Fernando Pessoa)
Fernado Pessoa, um dos expoente máximos do modernismo no século XX, considerava-se a si mesmo um «nacionalista místico».
Nasceu Fernando António Nogueira Pessoa em Lisboa, no dia 13 de Junho de 1888, filho de Maria Madalena Pinheiro Nogueira e de Joaquim de Seabra Pessoa.
A juventude é passada em Lisboa, alegremente, até à morte do pai em 1893 e do irmão Jorge no ano seguinte. Estes acontecimentos, em conjunto com o facto de sua mãe ter conhecido o cônsul de Portugal em Durban, levam-no a viajar para a África do Sul. Aí vive entre 1896 e 1905. À vivência nesse país da Commonwealth pode atribuir-se uma influência decisiva ao nível cultural e intelectual, pondo-o em contacto com os grandes autores de língua inglesa.
O Regresso a Portugal, com 17 anos, é feito com o intuito de frequentar o curso de Letras. Viveu primeiro com uma tia, na rua de S. Bento e depois com a avó paterna, na Rua da Bela Vista à Lapa. Mas com o fracasso do curso (frequentou-o poucos meses), governa-se apenas com o seu grande conhecimento da língua inglesa, trabalhando com diversos escritórios em Lisboa em assuntos de correspondência comercial.
Ficou sobretudo conhecido como grande prosador do modernismo (ou futurismo) em Portugal. Expressando-se tanto com o seu próprio nome, como através dos seus heterónimos. Entre estes ficaram famosos três:Alberto Caeiro, Alvaro De Campose Ricardo Reis. Sendo que as suas participações literárias se espalhavam por inúmeras publicações, das quais se destacam: Athena, Presença, Orpheu, Centauro, Portugal Futurista, Contemporânea, Exílio, A Águia, Gládio. Estas colaborações eram tanto em prosa como em verso.
Teve uma paixão confessa -Ophélia Queiroz- com a qual manteve uma relação muitas das vezes distante, se bem que intensa. Mas foi talvez Ophélia a única a conhecer-lhe o lado menos introspectivo e melancólico.
O seu percurso intelectual dificilmente se descreve em poucas linhas. É sobretudo o relato de uma grande viagem de descoberta, à procura de algo divino mas sempre desconhecido. Essa procura efectuou-a Pessoa com recurso a todas as armas - metafísicas, religiosas, racionalistas - mas sem ter chegado a uma conclusão definitiva, enfim exclamando que todos os caminhos são verdadeiros e que o que é preciso é navegar (no mundo das ideias).
Os últimos anos são vividos em angústia. Os seus projectos intelectuais não se realizam plenamente, nem sequer parcialmente. Talvez os seus objectivos fossem à partida demasiado elevados... Certo é que esta falta de resultados concretos o deita a um desespero cada vez mais profundo. Foi um profeta que esperava a realização da sua profecia, mas que morreu sem ver sequer o principio da sua realização.
Fernando Pessoa morre a 30 de novembro de 19355, de uma grave crise hepática induzida por anos de consumo de álcool, no hospital de S. Luís. Uma pequena procissão funerária levou o corpo a enterrar no Cemitério dos Prazeres. Em 1988, por ocasião do centenário do seu nascimento, os seus restos mortais foram transladados para o Mosteiro dos Jerónimos em Belém. Em vida apenas publicou um livro em Português: o poema épico Mensagem, deixando um vasto espólio que ainda hoje não foi completamente analisado e publicado.
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